A idade dos mil semblantes… que nos preocupa e encanta.

Psicoterapia no adolescente

Porque a adolescência é também um período de conquista de novos horizontes, de experiências novas que conduzem à excitação da descoberta, de sonhos e de projectos que se ensaiam na prática, com o prazer de quem constrói e descobre um mundo novo.

O adolescente ainda não é um adulto, mas também já não é uma criança, sendo a puberdade a principal referência do início da adolescência. A adolescência tem esta forma de ponte, de passagem de um lugar para o outro, do lugar da infância para o lugar adulto. É uma fase desenvolvimental que acarreta inúmeras transformações aos níveis psicológicos, biológicos, físicos e sociais. Trata-se de um momento no desenvolvimento de considerável vulnerabilidade, onde se instaura uma nova forma de relação com o próprio, com os pares, e com o mundo. O adolescente confronta-se com sentimentos, afetos e pensamentos que podem deixá-lo angustiado e confuso, assim como com a tarefa de elaborar interna e externamente todas estas transformações; depara-se com a “árdua” tarefa da construção da sua identidade e autonomia, oscilando entre necessidades de dependência dos pais e da protecção de um ambiente conhecido e acolhedor, e de desejos de autonomia, e de descobrir o novo e o diferente.

Neste período de mudança, perante si próprio e perante os outros, o adolescente precisa de “um aparelho psíquico” complexo para lidar com uma nova realidade. As chamadas “crises da adolescência” – perturbadoras para os pais, mas necessárias para o adolescente – são normais e fazem parte do desenvolvimento. Contudo, ter de lidar com um novo corpo, com novos sentires e incertezas, pode causar sofrimento, e o adolescente poderá precisar de ajuda nesta sua empreitada, que é a de crescer…

Falar com um psicólogo e fazer psicoterapia pode ajudar a resolver estas angústias próprias da idade, mas difíceis de serem ultrapassadas. É considerada uma boa fase para se fazer terapia por ser uma altura de reformulações, em que questões da infância se actualizam de uma forma diferente, havendo espaço para as resolver, de modo a que o adolescente contrua uma identidade sólida e saudável.

Áreas de intervenção: 

  • Inibições excessivas (adolescentes sem conflito);

  • Abatimento;

  • Depressão;

  • Alterações comportamentais graves;

  • Irritação constante;

  • Comportamentos de oposição;

  • Anorexia;

  • Bulimia;

  • Comportamentos aditivos…

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