A psicoterapia é uma área complexa e profunda. Apenas quando vivida pode ser compreendida. Aqui pode encontrar respostas para algumas questões.
Porque devo fazer psicoterapia?
Há pessoas que têm a ideia errada de que a psicoterapia é uma coisa para “tontos” ou “malucos”. Estão completamente enganadas.
Richard Taite, fundador da Cliffside Malibu e um dos grandes apoiantes das mudanças comportamentais, disse recentemente, em conversa: “As pessoas com sucesso na vida não só não temem a psicoterapia, como apostam nela… A psicoterapia é uma ferramenta para o êxito. É algo que a maioria das pessoas devia experimentar uma vez na vida.”
Para discutir os benefícios da psicoterapia, a Dra. Marian Margulies, uma psicóloga de Nova Iorque que anda a especializar-se em psicanálise no Institute for Psychoanalytic Education do Centro Médico da Universidade de Nova Iorque refere que uma das maravilhas da “terapia da conversa”, sobretudo de alguns tipos como a terapia psicodinâmica (psicanalítica), reside no facto de abordar não só os sintomas, mas também as causas dos problemas das pessoas.
Os antidepressivos, embora possam ser fundamentais para algumas pessoas, não resolvem o problema subjacente. Segundo a Dra. Margulies, “Se não se chegar à causa do sofrimento, fica-se basicamente preso ao passado. A psicoterapia vai à raiz do problema.”
Contudo, não é necessário “possuir” uma patologia específica para procurar um psicólogo, fazer psicoterapia ou um acompanhamento psicológico. A psicoterapia é útil em várias vertentes na vida de uma pessoa.
Diferença entre Psicóloga e Psicoterapeuta
Um psicólogo clínico é um técnico com formação em Psicologia Clínica, esta feita numa Faculdade/Universidade e que se prolonga por 5 anos. Um psicoterapeuta, pode ser um psicólogo clínico ou psiquiatra, que, além, da sua formação na Universidade, possui uma especialização pós-graduada
Sobre os sintomas
Os ataques de pânico, as depressões, as fobias, as obsessões, e os mais variados sintomas são formas que o nosso aparelho psicológico “arranjou” para se defender de situações prolongadas de stress, de ansiedade, originadas por conflitos internos e externos inerentes ao desenvolvimento humano. Isto é, a mente “fez o que pode”para se proteger de angústias difíceis de serem “tocadas”, faladas ou pensadas. É precisamente pela existência dessas angústias desconhecidas – mas sentidas – que os mais variados sintomas surgem, por vezes, de forma avassaladora, e é aí que a vida perde o encanto e a cor.
Sobre o tempo e a duração da psicoterapia
Muitas pessoas questionam-se e questionam o clínico sobre a duração da psicoterapia, dado que o mais premente é “livrar-se” daquilo que as inquieta e, compreensível, aos nossos olhos. Contudo, o tempo da psicoterapia é idiossincrático e diz respeito a cada um. Depende de vários factores, entre eles, o objectivo da pessoa; mas dada a complexidade do mundo psíquico, há sempre um tempo e um caminho individual a percorrer e é por esse tempo que é necessário esperar para que ocorram as mudanças desejadas, uma vez que a mente humana não muda com facilidade.
Sobre a medicação e a psicoterapia
Muitos estudos referem que a psicoterapia altera quimicamente o nosso cérebro, um efeito semelhante à toma de medicação psiquiátrica, mas de uma forma “natural”. Para quem se encontra num sofrimento incapacitante do dia-a-dia, a medicação poderá ajudar, sendo, desta forma, um complemento. Mas, a medicação não irá resolver o problema central. Para obter uma mudança psíquica mais profunda e ir à raiz da problemática, tal, só é possível através da psicoterapia.
Sobre a frequência das sessões
A frequência das sessões é um tema relevante para quem está a pensar iniciar uma psicoterapia. A psicoterapia corresponde a um método de tratamento de aspectos emocionais e psicológicos e possui um conjunto de técnicas específicas, sendo uma delas a regularidade das consultas. O mínimo recomendado é uma vez por semana, porém, estudos revelam a eficácia e os benefícios da frequência ser entre uma a três vezes por semana. Esta questão prende-se com a profundidade da psicoterapia, com os objectivos da mesma, e com a indicação terapêutica, que pode variar de caso para caso.

